Batistas consideram ameaças modernas à liberdade religiosa

Esta avaliação do comprometimento histórico dos batistas para com a liberdade religiosa foi dado por Denton Lotz, ex-secretário geral da Aliança Mundial Batista (BWA), durante um culto especial para marcar o 400º aniversário da fundação do movimento batista em Amsterdã em 30 de julho, de acordo com comunicado à imprensa da BWA.

A BWA disse que a primeira igreja batista foi fundada em Amsterdã em 1609 por exilados britânicos que fugiram da perseguição religiosa em seu país.

No início, pioneiros batistas tais como John Smyth e Roger Williams foram "perseguidos, escarnecidos e (muitas vezes) padeceram de repressão legal", recontou Lotz.

Lotz disse que a rejeição dos batistas em batizar crianças nos séculos 15 e 16 na Europa era um movimento anti-Estado e anti-cultural que incitava a ações repressivas por parte de governo e igrejas do Estado.

Contudo, no século 21, "a maioria dos governos democráticos e civilizados reconhece a liberdade religiosa como um direito inerente", e a "Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas de 1948 afirmam a liberdade religiosa e o direito à conversão", explicou Lotz.

De acordo com Lotz, que serviu como secretário-geral da BWA por 19 anos até a sua aposentadoria em 2007, "O inimigo real da liberdade religiosa é a religião do secularismo que quer... (confinar) a religião em seus templos e proibir uma manifestação pública de fé.

Estes secularistas raivosos, especialmente no hemisfério ocidental, prefeririam que a fé e religião fossem silenciados, ele declarou.

"O conflito hoje não é sobre a prática religiosa... mas antes se a religião será ouvida ou não", Lotz disse para centenas de fiéis na Igreja Mennonite Unida em Amsterdã.

Ele adicionou: "Nossa educação pública promoveu o secularismo como sua própria religião e doutrinaram as gerações mais jovens a acreditarem que o homem pode viver sem Deus e pode explicar o universo, história e comunidade sem a fé".

A mídia, ele disse, geralmente proíbe expressões religiosas observando que embora a religião seja tão proeminente no mundo, é ausente das notícias.

Como um resultado do secularismo crescente, o mundo ocidental está "entrando em uma nova era escura em que a ignorância em relação a Deus, criação e moralidade estão ausentes e a humanidade desce de novo em uma animalística anarquia, decadência e violência".

Cristãos batistas não podem, portanto, fazer vista grossa, dependendo das glórias do passado quando batistas eram campeões na causa da liberdade religiosa e outras formas de liberdade, Lotz aconselhou.

"Nós, como batistas, temos que continuar a defender liberdade religiosa para todas as pessoas e todas as religiões", ele disse.

"Se nós falharmos em levar a sério o século 21 e simplesmente continuar a defender liberdade religiosa como se nós estivéssemos vivendo na época do Rei James I, nós teremos nos tornado irrelevantes e a nossa defesa de liberdade também".


Texto de Michael Ireland. Versão original em inglês disponível em: http://www.assistnews.net/Stories/2009/s09070222.htm. Traduzido por Júlio Lins.


Fonte: http://menteconservadora.blogspot.com/2009/08/batistas-consideram-ameacas-modernas.html

http://www.projetoamor.com/news.php?readmore=3391